terça-feira, 28 de dezembro de 2010

That's the way.

É totalmente inútil continuar pensando em você mesmo depois de tanto tempo e sob essas circunstâncias, e eu não sei porque ainda faço isso. Mas faço. De tempos em tempos, é verdade, mas faço.
Talvez a nossa distância seja justamente para eu aprender a te valorizar, ou simplesmente porque nós não éramos nada demais. Ainda assim, é difícil explicar nossa cumplicidade e nossa afinidade. Mesmo depois desse tempo, ainda não consigo entender como, mesmo sendo quase estranhos, nós nos entendíamos tão bem, silenciosamente tão bem. Aquelas duas madrugadas ótimas talvez nada tenham significado de fato em nossas vidas, mas foram maravilhosas, inegavelmente. Eu me sentia bem com você como nunca havia me sentido, simplesmente liberta. Havia algo estranho, como uma intimidade inexplicável e uma afinidade igualmente rara, uma ligação que me escapa até hoje em seus mistérios. Tenho certeza absoluta que poderíamos fazer muito bem um ao outro, como fizemos naquelas madrugadas, mas aí nós nos afastamos e acabamos ficando sem ter o que fazer. As lembranças vagas são tudo o que resta, e talvez nós pudéssemos nos reencontrar, mas não acho que isso vá acontecer, e talvez isso seja parte do seu encanto. Você é a luz esquiva daquelas madrugadas entorpecidas, o pouco de vida que havia naqueles tempos. E que me escapa.

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