Olhando ao redor, ela não pôde conter um suspiro. Gostaria de poder dizer que ver a si própria ali novamente, com toda aquela neve e naquela casa tão diferente e bonita não lhe agradava, mas isso seria mentir cruelmente - o fato de estar ali outra vez quase lhe levava às lágrimas. Largou suas malas no chão e, sem fazer mais nada, ficou por um bom momento no vestíbulo, apenas olhando ao redor. Por mais que tudo e quase todos estivessem contra isso, era aquele o seu lugar, o seu santuário. Sorriu mais com os olhos do que com a boca, como de costume, e foi inundada por uma paz triste e bonita de pertencer àquele lugar. Houve um barulho na escada e logo ela pode vê-lo descendo em sua direção. Vinha distraído, com os cabelos presos num rabo-de-cavalo e com papéis nas mãos. Quando levantou a cabeça sorriu.
- Você voltou! - ele desceu com um pulo os últimos quatro degraus e, soltando os papéis, foi correndo beijá-la, já levantando-a no colo e fazendo-a rir.
- Se eu imaginasse que haveria uma recepção tão boa, teria voltado mais cedo - disse ela, olhando-o alegre. Os olhos cinzentos dele brilhavam.
- Como foi sua viagem?
- Ótima - disse ela, beijando-o nos lábios outra vez e descendo do seu colo.
Lá eu percebi que, de fato, já não consigo viver longe de você. Lá eu percebi que, de uma forma estranha e inesperada, agora já não é esforço algum permanecer aqui ao seu lado, nessa vida tranquila e bela - na verdade, percebi que é exatamente disso que preciso. Por mais seja difícil às vezes. Por mais que seja triste.
Depois de terem subido as escadas e ele ter largado sua bagagem no quarto, ela ficou olhando-o por um longo tempo, enquanto pensava essas coisas. Súbito então, beijou-o com imensa volúpia, sem nada dizer-lhe e tampouco deu-lhe tempo de pensar em outra coisa senão no que estavam fazendo. Internamente, ele sorria. Sabia que isso era o mesmo que ela segurar seu rosto entre as mãos e dizer repetidamente que amava-o, essa era apenas a maneira dela de demonstrar. E ele admitia, essa maneira era muito melhor do que qualquer outra possível.
- Você voltou! - ele desceu com um pulo os últimos quatro degraus e, soltando os papéis, foi correndo beijá-la, já levantando-a no colo e fazendo-a rir.
- Se eu imaginasse que haveria uma recepção tão boa, teria voltado mais cedo - disse ela, olhando-o alegre. Os olhos cinzentos dele brilhavam.
- Como foi sua viagem?
- Ótima - disse ela, beijando-o nos lábios outra vez e descendo do seu colo.
Lá eu percebi que, de fato, já não consigo viver longe de você. Lá eu percebi que, de uma forma estranha e inesperada, agora já não é esforço algum permanecer aqui ao seu lado, nessa vida tranquila e bela - na verdade, percebi que é exatamente disso que preciso. Por mais seja difícil às vezes. Por mais que seja triste.
Depois de terem subido as escadas e ele ter largado sua bagagem no quarto, ela ficou olhando-o por um longo tempo, enquanto pensava essas coisas. Súbito então, beijou-o com imensa volúpia, sem nada dizer-lhe e tampouco deu-lhe tempo de pensar em outra coisa senão no que estavam fazendo. Internamente, ele sorria. Sabia que isso era o mesmo que ela segurar seu rosto entre as mãos e dizer repetidamente que amava-o, essa era apenas a maneira dela de demonstrar. E ele admitia, essa maneira era muito melhor do que qualquer outra possível.