terça-feira, 29 de junho de 2010

Correspondência

Orkut, Twitter, Facebook, MSN, e-mail, telefone: a comunicação é quase que totalmente tecnológica hoje. Quando não podemos (ou não queremos) falar com alguém pessoalmente, temos inúmeros meios para nos comunicarmos sem ser necessário o mínimo contato humano. E a única forma de contato humano à distância, para mim, são as boas e velhas cartas.
Sei que é muito mais fácil e prático usarmos a internet ou o telefone para nos comunicarmos - eu, inclusive, costumo fazer isso. Mas que encantamento há? Em instantes, está tudo resolvido e mesmo quando estamos realmente longe e as conversas são emocionantes, não há registros, e nem o toque do outro (no telefone, há a voz, pelo menos). Não importa se são instantes ou horas, a única coisa que nos resta depois é uma vaga lembrança, nada mais.
Meu saudosismo é incorrigível e às vezes até mesmo meio irracional, mas nesse caso creio realmente que tenho razão. Numa carta, temos o que jamais nenhum aparelho eletrônico nos daria: a caligrafia da outra pessoa, às vezes o cheiro que restou do punho tanto se arrastar sobre a folha, enfim, aquela simples folha esteve realmente em contato com a pessoa e agora está ali, é sua. Às vezes pode ter exigido horas de dedicação (vários rascunhos de tentativas frustradas, frases riscadas, etc) ou simplesmente pode ser um despejamento: a pessoa simplesmente sentou-se e fluiu de sua caneta tudo o que precisava ser dito. Ninguém mais precisa ficar nem sabendo que a comunicação existiu, e no entanto pode-se guardar cartas pelo resto da vida. E o melhor de tudo é que um pedacinho da pessoa que escreveu sempre fica com a gente. Porque aquelas palavras ali foram escritas especialmente para nós, aquela dedicação de escrever à própio punho foi apenas e unicamente para nós. É uma entrega - de tempo, de grafite, de papel, de contato. E isso não se acaba quando dá um vírus no computador.
Às vezes ainda escrevo para as pessoas, mas atualmente é mais em ocasiões especiais, como aniversários, por exemplo. Mas sinto falta da correspondência constante, que às vezes nem é necessária, mas continua sendo trocada simplesmente porque é uma boa forma de conversar. Queria escrever mais para as pessoas. Faz um bem incrível - tanto para quem escreve quanto para quem escreve.
Bem, depois disso tudo vou ter que tomar vergonha na cara. Daqui a pouco vou escrever para uma amiga (não há necessidade, eu convivo com ela, mas quero). Vou dizer tudo o que não dá tempo quando a gente se vê. Em carta a gente é mais espontâneo, justamente por não ter essa resposta imediata. Acho que a gente se abre mais, fala mais e melhor, enfim, se doa mais. E se doar sempre pode ser a melhor coisa.

Sensibilidade? Sim, sim.

    Mal posso acreditar na paranóia absurda que me ocorreu hoje: e o pior de tudo, me pareceu séria. De uns tempos para cá, só tenho escrito "crônicas" sobre sentimentos (nada de opinião, como na Não Deu Certo). Grandes exemplos são Respirar, O Silêncio, A Poesia, entre outras. E hoje me peguei pensando se não estava se tornando ridículo me mostrar tão sensível.
    Ainda não acredito que um troço desses me ocorreu. Oras, pois onde já se viu? Se são justamente os sentimentos que nos tornam seres humanos, são justamente eles que nos movem, como pode ser ridículo? Sim, eu sou sensível, até demais - mas isso não é sinônimo de fraqueza, como costumam achar.
    Estamos acostumados a vestir uma máscara para sair de casa: podemos estar aos frangalhos por dentro, mas insistimos em jamais, sob hipótese alguma, chorar em público, dizer "não estou bem", ou pior ainda, dizer que estamos sofrendo por amor. Estamos tão acostumados com a imagem vendida pela mídia de que temos de ser sempre felizes que acabamos com medo de mostrar nossos sentimentos verdadeiros (principalmente a tristeza). E isso é tão insistente, tão repetitivo, que acaba atingindo até mesmo quem sabe que não existe amor sem dor, paz sem guerra (créditos ao Galeano).
    Acaba que um dia a pessoa se pergunta: não estou sendo ridícula chorando no ônibus? Quem se importa! Ali estão estranhos que jamais veremos de novo, e mesmo assim nos preocupamos porque "pode haver um conhecido", ou, em extremos, "borra a maquiagem". Não há nada de errado em chorar em público: isso mostra que está doendo, só isso. Não é fraqueza, nem fiasco: é sinceridade. Crianças choram quando dá vontade e não precisam de analista. É claro que é desnecessário também chorar com propaganda de chocolate, mas convenhamos, quando a coisa tá difícil, qual é o problema? Todos estamos sujeitos a dores e alegrias, faz parte.
   Sim - eu estou em crise. Passo noites em claro, choro, me preocupo. E sim, ando escrevendo repetitivamente sobre isso, porque é isso que tem ocupado minha mente. Minhas opiniões sobre o mundo continuam em mim, sentimentalismos à parte, mas são os sentimentos que me ocupam agora. E é absurdo que eu tenha, por um mínimo momento, me sentido insegura por isso. Sei muito bem que se as pessoas demonstrassem mais seus sentimentos o mundo seria no mínimo melhor. Muitos problemas poderiam ser resolvidos dessa forma extremamente simples.
     Até pode ser que, atualmente, uma pessoa que não demonstra sentimentos possa ser considerada forte. Mas, forte em que sentido? Se é muito mais difícil viver com os sentimentos todos à flor da pele, por que é mais forte quem não se importa em sentir?
    Depois desse susto, acho que ficarei ainda mais sensível (eu ia escrever sentimental, mas sentimental já se tornou quase ofensivo, o que também é lamentável) a tudo. Meus amigos e as pessoas que lêem (?) o que escrevo que aguentem, sou sensível sim. E já não tenho tempo nem razão para esconder isso. Talvez fosse mais respeitável falar apenas de visão geral de mundo, mas eu simplesmente não sou só isso. Sou, principalmente, a forma que sinto o que vejo. Já pensei tantas vezes em escrever um "Ode à Sensibilidade" que nunca escrevi, não sei porque (e tristemente, talvez seja justamente por esse medo de mostrar que sou sensível). Agora já é o bastante. Sou sensível ao extremo, por que negar? Chorei assistindo Cidade dos Anjos, e nem por isso sou mais fraca - talvez mais humana, isso sim. Mas é claro que, vivendo numa sociedade onde temos que ser individualistas ao extremo e apenas máquinas de consumo, isso não é bom. Eu não me importo. Sou sensível, e assumo, quem vem comigo?

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Linha do Horizonte...Não me Distrai.

Duas semanas...Tudo está supostamente em paz, tudo está bem. Fiz tudo o que podia e o que deveria, e supostamente tudo está bem. Mas não está. Está é tudo do avesso.
Queria que esses fossem dias simples. Que eu pudesse me imaginar na praia, as ondas me acertando, eu simplesmente perdendo meu olhar na linha do horizonte, esquecendo e lembrando de tudo ao mesmo tempo, e depois de algumas horas em silêncio, não ficar curada, mas pelo menos aliviada. Mas agora não dá mais - quando fecho os olhos, ao invés de ver o mar, vejo teu sorriso. Teu olhar (daqueles olhos tão belos), ouço tua voz (aliás, porque fala meu nome de um jeito tão bom?), enfim, lembro da tua existência. Lembro dos planos que nos arriscamos a fazer juntos, e dos (ambiciosos) sonhos que tivemos. E como ficar em paz, sabendo que talvez jamais realizaremos o que queríamos? Me fez sonhar, meu bem, e como esquecer? Sou uma sonhadora, sempre fui, e esses sonhos que pareciam tão próximos, agora parecem inalcançáveis.
Os dias passam todos iguais, tua ausência se fazendo ora mais, ora menos nítida, lembranças indo e vindo. Passo pelos lugares onde eu te via, te vejo de longe - e não vejo. Porque não posso falar, só posso me perder nos teus olhos, o que já não é mais suficiente. E como seria? Continuo na densa névoa de silêncio, e apesar de resistir, por dentro surto. Não sou tão forte assim não, meu amor.
Leio livros, ouço músicas, assisto filmes: e percebo, tristemente, que tudo te agradaria. Lembro-me então de como seria se chegássemos a compartilhar nossas vidas, e percebo, tristemente, que provavelmente nossos sonhos estavam certos.
Mas ainda resisto, meu bem. Resisto ao silêncio, ao vazio dos dias sem a tua resposta. Leio em outros livros o mesmo que li naquele teu livro - o momento é agora, nem agora nem depois, vamos fazer a esperança desnecessária, porque sabemos que a vida é fatal e que nós podemos fazer valer a pena, juntos. Não vê, que só depende de nós dois? Ou melhor, depende de ti. Por maiores que sejam tuas dúvidas, no fundo é claro que sabe que não te prometi nada em vão. Pode ver em meus olhos, tu sabe disso.
E enquanto continuo aqui, me entupindo de Legião Urbana, livros, madrugadas em claro, olhos meio doídos e ardidos de chorar, ainda consigo sorrir. Ainda consigo, porque lembro dos teus-olhos-tua-voz-teu-jeito-gentil-comigo e lembro dos sonhos, e uma tênue esperança insiste em me fazer permancer. Vai valer a pena meu amor, porque nossas almas não são pequenas, a gente sabe.
E espero...E esperarei - de novo, pelos benditos ou malditos ou lindos olhos verdes.

- 1996

11 de outubro de 1996: morre, no Rio de Janeiro, Renato Manfredini Júnior. 25 de fevereiro de 1996: morre, em Porto Alegre, Caio Fernando Abreu.
Desgraça pouca é bobagem, dizem por aí. E acho que é verdade mesmo. Até hoje de tarde, não sabia que esses dois grandes homens haviam morrido no mesmo ano. Considerando o quanto eles significam para mim hoje em dia, não gosto de pensar no impacto que esse ano me causaria. Mas felizmente (ou talvez nem tanto), em 1996 eu tinha 3 anos e minha única preocupação na vida era assistir A Pequena Sereia todos os dias, comendo pão com catchup e à tarde aprender a ler com minha avó.
Caio Fernando Abreu, obviamente, naqueles tempos eu nem sonhava que existia. Mas o Renato... Eu já ouvia sua voz enchendo minha casa com suas incríveis canções. Ele já me fazia pensar "se o vento leva mesmo tudo embora" e eu já imaginava direitinho a história de João de Santo Cristo. De alguma forma, a voz dele já estava em mim. Na época, eu não soube da morte dele, talvez por um cuidado especial da minha mãe, não sei. Só sei que eu nem sonhava que dois dos meus heróis (entre eles, o mais querido de todos) estavam morrendo. Meu mundo continuava na mesma paz triste em que sempre esteve.
Pois sim, eles são meus heróis. Principalmente Renato Russo - por sua participação essencial em minha vida e grande influência em minha visão de mundo e em minha personalidade. Caio F. (o primo careta da Christiane, importante lembrar), por me divertir e me falar do seu tédio que é o mesmo meu. São homens que não tiveram vergonha de existir de verdade e mostrar, através da arte o que essa existência lhes causava. E eles sempre me ajudam.
Caio me diverte e me comove, Renato me dá forças, me faz crescer. Não sei honestamente como seria se ao invés de 1996 fosse 2006 o ano fatídico, acho que eu entraria em uma crise existencial literalmente de “meus-heróis-estão-morrendo-e-agora?” e ficaria em choque, eu acho. Seria doloroso, porque mesmo que eles sejam apenas meus ídolos, eles fazem parte do meu dia-a-dia e o Renato, especialmente, sempre fez. Às vezes saio e lembro deles com alguma besteira, com algo que eles gostem, com um detalhe qualquer. Quando não estou bem procuro neles consolo e acabo por vezes achando até mesmo respostas. Seria difícil se não fosse pelo legado admirável que eles deixaram para todos nós.
Seja como for, o mais importante é que 1996 já passou e mesmo que eles tenham morrido, ainda está aqui tudo o que eles deixaram: e eles deixaram suas essências em tudo o que fizeram. E já que eles não podem continuar buscando o que realmente importa, quem sobreviveu pode e deve, porque ainda tem essa oportunidade. Afinal, Renato Russo ainda canta para mim: "Quando tudo está perdido / Sempre existe uma luz / Quando tudo está perdido / Sempre existe um caminho" e acredito nele. Porque meus heróis ainda vivem - em mim.

domingo, 27 de junho de 2010

O Silêncio.

Sempre gostei do silêncio. Apesar de ser uma pessoa falante, sempre gostei de ficar em silêncio, sempre precisei do silêncio, fosse para criar ou para me acalmar. Mas nunca me dei por conta do quão doloroso o silêncio pode se tornar quando ele não é opcional.
Quando tudo já foi feito, explorado e a única coisa que se espera é um resultado, e ao invés disso se recebe um silêncio pesado, denso, aparentemente sem fim, o silêncio se torna uma das piores coisas. O silêncio vira opressivo como um poço escuro e fundo.
No silêncio da espera tantos medos nascem...Medos infundados e com fundamentos profundos, altos e baixos de esperança e desesperança...Porque simplesmente já não se tem o que fazer, a não ser esperar nesse terrível silêncio. Assim, o silêncio gera dor, gera desolação. Como saber se devemos ter esperança ou não, se agimos certo ou não, se estamos sozinhos ou não, se tudo que  temos é esse denso e opressivo silêncio que carregamos conosco o tempo todo?
Me afundo em livros, filmes, ouço Legião Urbana dia e noite e mesmo assim, o silêncio é indisfarçável. Adquiro olheiras de estimação de tão profundas, viro as noites, falo demais, escrevo demais, surto. E quando o silêncio se torna opressivo demais, desabo. E mesmo assim continuo acreditando, por uma tênue e maldita esperança que insiste em sobreviver à esse silêncio que tenta matar tudo que vê pela frente.
No silêncio, tudo parece mais grave. "Muitos temores nascem do cansaço e da solidão", já cantava Renato Russo. Não sei se é bom ou mal ter forças para atravessar meus dias através dessa névoa densa de silenciosa espera. Mas sobrevivo - pelos teus olhos verdes.

sábado, 12 de junho de 2010

A Poesia

Ela caminhava tranquilamente sob o sol de meio-dia. Fazia frio, ela estava alegre. Sentiu ele se aproximar com aqueles olhos brilhantes, aqueles olhos cheios de vida que tanto a encantavam. Eles brilhavam, num sorriso que revelava a ela o menino que ainda vivia naquele corpo de homem. Ela sorriu, fazendo seus olhos escuros brilharem intensamente, resplandecendo o brilho dos olhos dele.
Conversavam alegremente, caminhando lado a lado. Qualquer palavra era motivo de sorriso, cada informação renovava o brilho dos olhos. Ela se perguntava até que ponto aquilo era real; até que ponto aquela conversa era muito mais do que uma mera troca de palavras e olhares, até que ponto aquilo era na verdade uma transmissão de tantas possibilidades vistas um no outro. Pois sim... Ela via nele, naquele homem tão doce e tão encantador, via uma possibilidade incrível de vida, de aproveitar os momentos que lhe restavam com alguém que buscava, exatamente como ela, algo que ia além de simplesmente uma relação passional, alguém que buscava algo que realmente valesse a pena de ser vivido, buscava a intensidade, a sinceridade e a reciprocidade, buscava de fato compartilhar a vida, compartilhar de fato momentos únicos, momentos eternos, que seriam só deles.
Ela conversava com ele, falava ansiosamente, querendo apenas e unicamente que de alguma forma ele percebesse quem ela de fato era, que ela buscava o que ele buscava, que quando ele falava em aproveitar a vida, ela tinha vontade de dizer a ele: "Então pega a minha mão e vamos logo, o dia tá lindo e nós dois queremos fazer valer a pena, e nós podemos.", mas ela nunca dizia. Queria que ele pudesse ler no brilho dos olhos dela o quanto ela desejava que aqueles sonhos todos de ter algo realmente belo fossem realizados, que os dois pudessem encontrar um no outro o que tanto andaram procurando por aí sem jamais encontrar. Queria também que ele, de alguma forma, percebesse que ela estava disposta a compartilhar sua vida com ele, talvez compartilhando o melhor que jamais poderia acontecer aos dois. Ela podia sentir a intensidade de tudo que ele dizia desejar, e mais, sentia pulsar nela o mesmo desejo de viver, de sentir, de amar.
E mesmo com esse turbilhão de vida e esperança remota dentro dela, ela continuava a falar com ele sobre livros, sobre as coisas que os dois tanto gostavam. E quando ele perguntou a ela se ela gostava de escrever poesia, ela disse, sorrindo alegremente, que não sabia pôr seus sentimentos em versos, e completou, mentalmente, que certamente de qualquer forma os olhos dele eram belos demais e verdes demais e vivos demais para poderem ser fielmente descritos em uma poesia. E prometeu a si mesma, que se lhe fosse dada a chance de realmente viver o que tanto queria, tentaria escrever uma poesia sobre aqueles belos olhos brilhantes, os quais ela faria brilhar de felicidade sempre, se dependesse apenas dela.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Círculos

Não sei se é uma coisa da minha idade, mas andei percebendo o quanto minha compreensão sobre as coisas têm mudado. Agora há pouco, lendo uma postagem que nem é muito antiga, intitulada "Amores Errados", me deparo com ideias que eu tinha que já não se apresentam da mesma forma na minha mente, não exatamente de uma forma oposta, mas com alguns conceitos "consertados", algumas ideias se tornaram incrivelmente mais claras...Enfim, hoje vejo que não poderia escrever aquele texto novamente, não porque não goste daquelas ideias, mas simplesmente porque não as sinto mais.
A compreensão sobre certos assuntos, principalmente sobre amor, se apresenta para mim de uma forma mutável, mas que aos poucos vai tomando uma forma constante. É como um desenho distante que conforme nos aproximamos começamos a ver mais claramente os traços e o que eles formam. Alguns pensamentos que eu tinha sobre o amor mudaram completamente, enquanto outros continuam exatamente como eram, por exemplo, continuo acreditando que o que realmente importa não é a duração, mas sim a intensidade e a qualidade dos momentos vividos. Por outro lado, já sinto uma aversão à aquela incerteza toda e aquela sensualidade toda, vejo agora que o amor realmente tem de ser algo concreto e absolutamente sincero, sem nenhum tipo de dúvida ou desconfiança.
Não só sobre amor, mas sobre todos os aspectos de tudo, vejo minhas ideias se esvaindo, voltando, se conservando e se modificando aos poucos, por vezes andando em círculos, por vezes evoluindo de uma forma encantadora. Me encanto com a capacidade que temos de renovar nossa visão sobre as coisas a cada instante, e quando percebo isso em mim, fico estupefata que eu mesma também possua essa capacidade.
Essa mudança de visão por alguns pode parecer falta de personalidade ou sei lá eu que outra loucura, mas se pensarmos bem, é uma abertura valiosa para aprendermos a reconstruir nossos valores e certamente para crescermos como seres humanos. 
Vejo agora que os "Amores Errados" realmente parecem bons mas são realmente errados. Vejo o que tem de tão ruim nos Estados Unidos. E certamente vou rever ainda muitas ideias, e talvez em algum momento inclusive essas que exponho hoje. E por mais que pareça que estou andando em círculos, eu não me importo, pois no fundo eu sei que de alguma forma, eu devo estar crescendo, e é isso que eu quero.