Sempre gostei do silêncio. Apesar de ser uma pessoa falante, sempre gostei de ficar em silêncio, sempre precisei do silêncio, fosse para criar ou para me acalmar. Mas nunca me dei por conta do quão doloroso o silêncio pode se tornar quando ele não é opcional.
Quando tudo já foi feito, explorado e a única coisa que se espera é um resultado, e ao invés disso se recebe um silêncio pesado, denso, aparentemente sem fim, o silêncio se torna uma das piores coisas. O silêncio vira opressivo como um poço escuro e fundo.
No silêncio da espera tantos medos nascem...Medos infundados e com fundamentos profundos, altos e baixos de esperança e desesperança...Porque simplesmente já não se tem o que fazer, a não ser esperar nesse terrível silêncio. Assim, o silêncio gera dor, gera desolação. Como saber se devemos ter esperança ou não, se agimos certo ou não, se estamos sozinhos ou não, se tudo que temos é esse denso e opressivo silêncio que carregamos conosco o tempo todo?
Me afundo em livros, filmes, ouço Legião Urbana dia e noite e mesmo assim, o silêncio é indisfarçável. Adquiro olheiras de estimação de tão profundas, viro as noites, falo demais, escrevo demais, surto. E quando o silêncio se torna opressivo demais, desabo. E mesmo assim continuo acreditando, por uma tênue e maldita esperança que insiste em sobreviver à esse silêncio que tenta matar tudo que vê pela frente.
No silêncio, tudo parece mais grave. "Muitos temores nascem do cansaço e da solidão", já cantava Renato Russo. Não sei se é bom ou mal ter forças para atravessar meus dias através dessa névoa densa de silenciosa espera. Mas sobrevivo - pelos teus olhos verdes.
Um comentário:
Nossa Ameei \Õ
Pra variar me identifico mto com tudo oq tu escreve.
Ler teu blog tem me ajudado mto a entender certas coisas.
Parabéns e Obg Cristine por continuar escrevendo aqi *-*
Bejoos :*
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