segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Linha do Horizonte...Não me Distrai.

Duas semanas...Tudo está supostamente em paz, tudo está bem. Fiz tudo o que podia e o que deveria, e supostamente tudo está bem. Mas não está. Está é tudo do avesso.
Queria que esses fossem dias simples. Que eu pudesse me imaginar na praia, as ondas me acertando, eu simplesmente perdendo meu olhar na linha do horizonte, esquecendo e lembrando de tudo ao mesmo tempo, e depois de algumas horas em silêncio, não ficar curada, mas pelo menos aliviada. Mas agora não dá mais - quando fecho os olhos, ao invés de ver o mar, vejo teu sorriso. Teu olhar (daqueles olhos tão belos), ouço tua voz (aliás, porque fala meu nome de um jeito tão bom?), enfim, lembro da tua existência. Lembro dos planos que nos arriscamos a fazer juntos, e dos (ambiciosos) sonhos que tivemos. E como ficar em paz, sabendo que talvez jamais realizaremos o que queríamos? Me fez sonhar, meu bem, e como esquecer? Sou uma sonhadora, sempre fui, e esses sonhos que pareciam tão próximos, agora parecem inalcançáveis.
Os dias passam todos iguais, tua ausência se fazendo ora mais, ora menos nítida, lembranças indo e vindo. Passo pelos lugares onde eu te via, te vejo de longe - e não vejo. Porque não posso falar, só posso me perder nos teus olhos, o que já não é mais suficiente. E como seria? Continuo na densa névoa de silêncio, e apesar de resistir, por dentro surto. Não sou tão forte assim não, meu amor.
Leio livros, ouço músicas, assisto filmes: e percebo, tristemente, que tudo te agradaria. Lembro-me então de como seria se chegássemos a compartilhar nossas vidas, e percebo, tristemente, que provavelmente nossos sonhos estavam certos.
Mas ainda resisto, meu bem. Resisto ao silêncio, ao vazio dos dias sem a tua resposta. Leio em outros livros o mesmo que li naquele teu livro - o momento é agora, nem agora nem depois, vamos fazer a esperança desnecessária, porque sabemos que a vida é fatal e que nós podemos fazer valer a pena, juntos. Não vê, que só depende de nós dois? Ou melhor, depende de ti. Por maiores que sejam tuas dúvidas, no fundo é claro que sabe que não te prometi nada em vão. Pode ver em meus olhos, tu sabe disso.
E enquanto continuo aqui, me entupindo de Legião Urbana, livros, madrugadas em claro, olhos meio doídos e ardidos de chorar, ainda consigo sorrir. Ainda consigo, porque lembro dos teus-olhos-tua-voz-teu-jeito-gentil-comigo e lembro dos sonhos, e uma tênue esperança insiste em me fazer permancer. Vai valer a pena meu amor, porque nossas almas não são pequenas, a gente sabe.
E espero...E esperarei - de novo, pelos benditos ou malditos ou lindos olhos verdes.

Nenhum comentário: