- "Entre nossos olhos não existem limites e me perco em sua vastidão cinzenta e brilhante; eis que adentro seus oceanos sem sequer perceber, assim como nossas águas se chocam e misturam-se naturalmente" - leu ele, com um brilho apaixonado no olhar, absolutamente sério. Olhou-a, largando o livro sobre a cama e segurando seu rosto com delicadeza. Sussurrou, quase que apenas movendo os lábios:
- Foi esse trecho que me fez ter a mais absoluta certeza.
Ela sorriu entre lágrimas, e seus olhos escuros cintilavam, enquanto aproximava-se dele, enquanto outra vez perdia-se em seus vastos oceanos e mundos. No silêncio daquele quarto nada existia, o universo delimitava-se pelas curvas dos corpos que sentiam cada milímetro de pele, pelos suaves sons e intensos olhares que partiam madrugadas e dias inteiros. Havia um mundo inteiro ali, que apenas eles conheciam e adentravam, e pertencia-lhes verdadeiramente, quase como se houvessem sido destinados ao que viviam. Os cabelos dela, quase ruivos, misturavam-se aos longos cabelos negros dele, tão longos o quanto os dela, as respirações, as bocas, tudo confundia-se e fundia-se de alguma forma. Todo o sentimento se intensificava e se expandia nas milhares de estrelas criadas por eles próprios. E isso era uma das poucas coisas que eles jamais perderiam. Permaneceriam encantados, um ao lado do outro, até que os dias se acabassem e a vida tentasse inutilmente continuar.
- Foi esse trecho que me fez ter a mais absoluta certeza.
Ela sorriu entre lágrimas, e seus olhos escuros cintilavam, enquanto aproximava-se dele, enquanto outra vez perdia-se em seus vastos oceanos e mundos. No silêncio daquele quarto nada existia, o universo delimitava-se pelas curvas dos corpos que sentiam cada milímetro de pele, pelos suaves sons e intensos olhares que partiam madrugadas e dias inteiros. Havia um mundo inteiro ali, que apenas eles conheciam e adentravam, e pertencia-lhes verdadeiramente, quase como se houvessem sido destinados ao que viviam. Os cabelos dela, quase ruivos, misturavam-se aos longos cabelos negros dele, tão longos o quanto os dela, as respirações, as bocas, tudo confundia-se e fundia-se de alguma forma. Todo o sentimento se intensificava e se expandia nas milhares de estrelas criadas por eles próprios. E isso era uma das poucas coisas que eles jamais perderiam. Permaneceriam encantados, um ao lado do outro, até que os dias se acabassem e a vida tentasse inutilmente continuar.
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