Um belíssimo vestido jazia estendido sobre a cama. Era de seda vermelha, com um decote generoso, longo, belíssimo. Ela o olhava, profundamente perdida em seus devaneios, fumando vagarosa e profundamente. Havia tristeza e algo como saudade e remorso em seus brilhantes olhos escuros. Inúmeras memórias restavam-lhe daquele vestido, aquelas noites maravilhosas, impudicas, embriagadas, imensamente prazerosas. Lembrava-se da força, da paixão e do ódio daquele homem ruivo, terrivelmente maravilhoso e fascinante, que ela temia e adorava apaixonadamente. De fato, amara-o, e por quase quinze anos acreditara que passaria sua vida inteira ao seu lado. Mas então sua vida mudara.
Mesmo que soubesse que a vida de antes era errada, fútil, passional, quase bestial, ela sentia falta daqueles dias. Aquele homem tempestuoso e apaixonante que a possuía de uma forma inexplicável era simplesmente insubstituível. Suas fúrias e suas paixões súbitas por ela, seus olhos cinzentos quando furioso, azuis quando tranquilo, seu sorriso incrivelmente amoroso quando ela vestia vermelho - sim, porque ele adorava quando ela usava vermelho, fosse um batom, um sapato, ou até mesmo as unhas. Com um profundo suspiro, ela olhou para aquele vestido que ela comprara para o 46º aniversário dele. Lembrava-se do quão feliz ele ficara com isso, o quanto amava-a, na verdade. E da dor dele ao dizer que estava abandonando-o.
Ele entrou no quarto e a viu perdida em si mesma e, mesmo sabendo que ela estava pensando sobre seu ex-marido, tomou-a em seus braços e confortou-a. O passado não poderia ser apagado, mas ele tinha seu presente e seu futuro. E acreditava profundamente nisso, precisava acreditar.
Mesmo que soubesse que a vida de antes era errada, fútil, passional, quase bestial, ela sentia falta daqueles dias. Aquele homem tempestuoso e apaixonante que a possuía de uma forma inexplicável era simplesmente insubstituível. Suas fúrias e suas paixões súbitas por ela, seus olhos cinzentos quando furioso, azuis quando tranquilo, seu sorriso incrivelmente amoroso quando ela vestia vermelho - sim, porque ele adorava quando ela usava vermelho, fosse um batom, um sapato, ou até mesmo as unhas. Com um profundo suspiro, ela olhou para aquele vestido que ela comprara para o 46º aniversário dele. Lembrava-se do quão feliz ele ficara com isso, o quanto amava-a, na verdade. E da dor dele ao dizer que estava abandonando-o.
Ele entrou no quarto e a viu perdida em si mesma e, mesmo sabendo que ela estava pensando sobre seu ex-marido, tomou-a em seus braços e confortou-a. O passado não poderia ser apagado, mas ele tinha seu presente e seu futuro. E acreditava profundamente nisso, precisava acreditar.
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