O Bullying pode ser definido, simplesmente, pela agressão sofrida nas escolas de certos grupos já pré-determinados. Geralmente os alunos mais quietos, mais dedicados e/ou mais tímidos, são intimidados e agredidos pelos mais fortes. Mas eles são apenas, na verdade, fisicamente mais fortes.
A violência é a última expressão da impotência: quando já não há argumentos e a frustração domina, aqueles que não sabem interpretar seus própios sentimentos acabam agredindo aqueles que lhes fazem se sentir mal, que lhes causam inveja e/ou culpa por serem aquilo que os agressores deveriam ser e/ou não podem ser. As vítimas de bullying acabam acreditando que que há algo errado com eles própios, que os agressores tem razão em todas as ofensas que lhes jogam, e até mesmo acreditam que os agressores são mais poderosos do que eles. O que poucos percebem é que a fraqueza está é no agressor, pois ele precisa agredir uma pessoa inocente para se sentir melhor consigo mesmo. Por vezes, o agressor não é tão inteligente, tão bonito ou tão bem cuidado pela família o quanto alguém da escola, e a visão dessa pessoa causa-lhe dor, pois ela possui o que ele quer e/ou precisa. Como os agressores não tem a maturidade e a educação necessária para compreender a própia dor, eles tentam aliviá-la da forma mais injusta e covarde: causando dor a quem lhes causa dor inocentemente. Obviamente, isso não justifica as agressões, aliás, nada justifica uma agressão. Mas ao menos isso demonstra o quão inferiores os agressores são, e o quanto as vítimas desconhecem seu própio grande valor, suas própias qualidades.
Assim como a maioria dos problemas que existem, o bullying só pode ser resolvido através da educação e também do carinho e do cuidado com as crianças, afinal, uma criança bem educada e bem cuidada (mas sem mimos excessivos, pois estes podem ter o efeito oposto) jamais violentará outra pessoa, pois aprendeu a respeitar os outros e também foi respeitada. Essas crianças, que aprenderam então a respeitar e que encontram apoio das famílias, certamente serão verdadeiramente fortes e mesmo que sejam fortes fisicamente, saberão respeitar os outros, pois a verdadeira força é a interior, e é apenas dela que precisamos.
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