- E então, imagine só, imagine só: vinte minutos absolutamente épicos de metal sinfônico enquanto na tela os vocalista do coral subitamente...
Ele gesticulava enquanto falava, os olhos cinzentos brilhando num fulgor raro e realmente belo. Havia chegado em casa extremamente falante. Ela não se lembrava de tê-lo visto tão empolgado assim com um projeto antes, e ficava feliz por estar ali naquele instante. Era encantador vê-lo assim: seus olhos brilhavam, toda a sua timidez sumia e ele falava pelos cotovelos, com um meio sorriso sempre a brincar nos lábios, alegre como uma criança, os cabelos presos de qualquer jeito, as roupas atiradas pelo quarto e o cigarro praticamente esquecido entre os dedos. Era um daqueles momentos onde ela simplesmente não conseguia se concentrar em absolutamente nada do que ele estava falando de tão encantada que estava por ele. Era difícil acreditar que aquilo era real. Era difícil acreditar que ele era real. Mas ali estava ele, outra vez deitado ao seu lado, olhando-a sorrindo, seus olhos reluzindo na penumbra do quarto - e ali já não era noite, porque sua felicidade clareava tudo, tinha o poder de penetrá-la e fazer com que ela soubesse que estava exatamente onde e com quem deveria estar. Lembrou-se, subitamente, de uma das primeiras noites que passaram juntos, quando ainda era novidade que ambos eram essencialmente ligados, unidos, refletidos. Havia uma excitação parecida, mas era mais intensa, afinal, era de ambos e havia um profundo medo misturado com toda a felicidade de finalmente estarem juntos. Então, naquele estado de excitação, felicidade, medo e perplexidade, eles passaram uma noite inteira acordados, abraçados, apenas planejando o futuro, tentando se acalmar. Era uma lembrança que ambos gostavam de "ter sempre à mão", era o tipo de coisa que só eles poderiam fazer e dava-lhes força nos momentos mais inesperados.
- O mais interessante é que, mesmo que eu esteja envolvido até o pescoço com esse projeto, é você que está sorrindo ainda mais feliz do que eu - disse ele, acariciando-lhe o rosto. - Saiba que eu sempre acreditei que o amor se defina pela teoria da felicidade compartilhada.
-Eu também - sussurrou ela, entregando-se completamente ao que pulsava em ambos naquele momento. Ela não precisava lutar consigo mesma para ficar. Não mais.
Ele gesticulava enquanto falava, os olhos cinzentos brilhando num fulgor raro e realmente belo. Havia chegado em casa extremamente falante. Ela não se lembrava de tê-lo visto tão empolgado assim com um projeto antes, e ficava feliz por estar ali naquele instante. Era encantador vê-lo assim: seus olhos brilhavam, toda a sua timidez sumia e ele falava pelos cotovelos, com um meio sorriso sempre a brincar nos lábios, alegre como uma criança, os cabelos presos de qualquer jeito, as roupas atiradas pelo quarto e o cigarro praticamente esquecido entre os dedos. Era um daqueles momentos onde ela simplesmente não conseguia se concentrar em absolutamente nada do que ele estava falando de tão encantada que estava por ele. Era difícil acreditar que aquilo era real. Era difícil acreditar que ele era real. Mas ali estava ele, outra vez deitado ao seu lado, olhando-a sorrindo, seus olhos reluzindo na penumbra do quarto - e ali já não era noite, porque sua felicidade clareava tudo, tinha o poder de penetrá-la e fazer com que ela soubesse que estava exatamente onde e com quem deveria estar. Lembrou-se, subitamente, de uma das primeiras noites que passaram juntos, quando ainda era novidade que ambos eram essencialmente ligados, unidos, refletidos. Havia uma excitação parecida, mas era mais intensa, afinal, era de ambos e havia um profundo medo misturado com toda a felicidade de finalmente estarem juntos. Então, naquele estado de excitação, felicidade, medo e perplexidade, eles passaram uma noite inteira acordados, abraçados, apenas planejando o futuro, tentando se acalmar. Era uma lembrança que ambos gostavam de "ter sempre à mão", era o tipo de coisa que só eles poderiam fazer e dava-lhes força nos momentos mais inesperados.
- O mais interessante é que, mesmo que eu esteja envolvido até o pescoço com esse projeto, é você que está sorrindo ainda mais feliz do que eu - disse ele, acariciando-lhe o rosto. - Saiba que eu sempre acreditei que o amor se defina pela teoria da felicidade compartilhada.
-Eu também - sussurrou ela, entregando-se completamente ao que pulsava em ambos naquele momento. Ela não precisava lutar consigo mesma para ficar. Não mais.
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