sexta-feira, 28 de maio de 2010

Respirar

é uma coisa tão simples tão banal mas tão necessária que às vezes a gente até acaba esquecendo, mas também, ah, são tantas coisas enchendo a cabeça, começam pelos olhos dele, que são verdes...Por que tão verdes? Justo minha cor favorita, que droga, e aí eu já me desvio para outras coisas, lembro do campo que eu ficava olhando na minha infância nas tardes de sábado, era tudo tão verde tão lindo e eu era tão inocente, o que já me lembra que a inocência é a coisa mais bonita que existe, afinal, por que diabos as pessoas não prezam mais a inocência? Justo ela que origina os atos mais belos e que traz tanta paz para aqueles que a possuem, e aí eu já lembro também do por que que é tão difícil seguir nossa natureza, às vezes queremos fazer a coisa certa e acabamos não fazendo por dúvidas impostas pelo senso comum, e nos enganamos, tudo para que? Para agradar os outros não dá, porque isso não traz felicidade pra ninguém, felicidade vem de amor e inocência, e aí eu lembro dos olhos dele de novo, tem tanto amor e tanta inocência e tanto brilho naqueles belos olhos que tanto me olham, mas será que tanto amor assim pode ser pra mim? Isso também me faz pensar nas barreiras que a gente constrói, eu sei que a gente constrói para se proteger e não sofrer, mas será que de vez em quando não vale a pena se arriscar um pouco? Aí entra também o orgulho de não precisar baixar a guarda nunca, mas pra que tanto orgulho? E outras tantas preocupações tão banais mas tão profundas, porque também a vida da gente não é feita só daqueles momentos inesquecíveis, é a rotina que ocupa as nossas horas e acaba tomando conta da gente, e essa esquizofrenia de ideias só pode acabar em loucura, e quanto mais eu tento fugir da realidade mais ela me domina mas se eu resolvo vivê-la ela se esvai; mas se a chuva continua a cair e a gente se lembra de respirar fundo e, ah...era isso. Respirei.

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