quarta-feira, 24 de março de 2010

Não deu certo.

Eu não sei ao certo o que houve. Não sou da mesma geração, não nasci na mesma época, mas há algo de errado com as mulheres de hoje.
Por mulheres, eu me refiro às mulheres "adultas", ou seja, dos 19 aos 50, mais ou menos. Pois bem, eu me apavoro com elas. E não é no bom sentido.
Eu vejo milhares de textos, e-mails, vídeos, todos homenageando as mulheres, dizendo o quanto elas são fortes, seguras e independentes. Tudo besteira para mim. Tudinho. 
Uma mulher é mulherão porque leva e busca os filhos na escola, faz compras, lida com as finanças da casa e ainda arruma tempo pra ir ao salão e xeretar tudo do marido? Discordo. Isso está muito longe do que eu considero um mulherão. Isso aí, qualquer uma pode fazer, é só uma questão de escolha.
Queria ver essas mulherzinhas aí parando para se questionar. Parando para repensar sua vida, estudar, buscar alguma coisa por elas própias. Queria vê-las tentando se conhecer melhor, buscando novos valores, vendo o que realmente importa, reavaliando suas escolhas, vendo o que se pode fazer para viver uma vida além do que os outros podem ver. Ah, essa eu pagaria para assistir de camarote.
As pessoas banalizaram o valor da mulher, considerando-as já grande coisa simplesmente porque são elas que engravidam. Pois bem, isso é muito importante, mas não faz ninguém melhor que ninguém. É uma condição biológica que não diz respeito em absoluto à personalidade e ao caráter da pessoa, portanto, é uma forma de preconceito supostamente positivo dizer que todas as mulheres são maravilhosas. Pois elas não são, não são mesmo.
Me sinto no direito de falar sobre isso porque sou mulher, mas também acho que um homem que entenda de mulheres poderia defender o mesmo ponto de vista que eu sem problema algum. As mulheres começaram a se achar, e se esqueceram que são iguais (e em muitos casos piores do que eles) aos homens, isso sim é o fato.
As mulheres se importam com moda, com os filhos, com dinheiro, com o marido. Mas se importam não de uma forma íntima, amorosa, muito pelo contrário: elas se preocupam com o que os outros vêem, simplesmente.
Não quero generalizar aqui, ainda existem mulherões de verdade (graças à Deus!), como também existem homens superficiais. Mas aqui, quero falar das mulheres. O que elas realmente querem é que o que fofocam sobre elas seja bom, só isso. Se preocupam o tempo todo em serem "normais", não fugirem dos padrões, parecerem fazer enormes esforços (manter um marido hoje em dia, que sacrifício né? e que sacrifício emagrecer, estar na moda, não é mesmo?) e parecerem à aqueles que nem conhecem que são exemplares em tudo que fazem.
Tentando montar essa imagem de mulher perfeita, elas acabam se tornando em mulheres feitas de nuvens, apenas. Elas pensam que são independentes dos maridos porque sabem dirigir, mas quem é que paga as contas e dá um limite nos absurdos delas? São eles. E é por eles que elas matam "as vadias" que possam surgir na vida deles, por eles que querem se manter magras e "perfeitas". Dizem que não estão nem aí para o que os outros pensam, mas Deus que as livre que alguém as veja desarrumada, sem a unha feita, imagine só que vergonha! Que vergonha é gente assim exisitir.
Eu poderia falar por horas sobre esse assunto e ainda não teria dito tudo o que eu penso sobre isso. Mas o certo é que eu acho ridículo toda essa devoção às mulheres que na verdade só são uma fachada sem conteúdo algum. Eu não sei se foi em algum ponto da criação dessas meninas, se foi a geração delas que teve valores distorcidos, ou se quando elas eram crianças todo mundo era fútil assim (o que eu acho difícil, pois acho que elas tiveram a infância no máximo nos anos 80, enquanto ainda havia esperança). Não sei em que ponto, mas algo deu errado. Mulher densa é pouca e rara (Martha Medeiros é um dos maiores exemplos) e infelizmente as pessoas nem se importam mais com isso. É, a criação dessas meninas não deu certo.

Um comentário:

Karla disse...

Concordo! Você é foda Cris *-*