Gostosonas. Assim é descrito o mais novo modelo de bonecas infláveis, que são pessoas de carne e osso, na subdivisão de funkeiras ou mulher melão, mamão, melancia, abacaxi, e todos as frutas imaginárias.
Pergunte o que são crônicas para elas. No máximo elas responderão que é algo muito forte ( claro, isso se forem as intelectuais), exemplo: "uma dor de cabeça crônica". Haha, parabéns. Nada de textos. O negócio é malhação, posar nua, ser cantada por homens na rua, essas coisas totalmente importantes e que faz as pessoas que as admiram a crescerem como pessoas, é claro.
Tudo bem, estou sendo um pouco cruel. Mas é que me apavora que mulheres no mínimo dez anos mais velhas que eu não tenham jamais lido Dom Casmurro ou que não saibam sequer falar num português no mínimo decente. Me apavora que o mínimo de pudor necessário tenha sido deixado de lado, que a cultura não tenha o mínimo valor para essas pessoas, e que elas não façam nada pelos outros e nem por si mesmas e estejam ganhando muito dinheiro mesmo assim, sem contar que algumas até mesmo querem se canditar à cargos políticos. Eita país maravilhoso esse, não?
Enquanto pessoas que não tem nem dinheiro para se alimentar batalham todos os dias, uma mulher com um cérebro de ervilha e um traseiro do tamanho de uma melancia, no mínimo, vai lá, rebola e ganha um monte de dinheiro que gastará com as coisas mais bestas que existem. E o pior de tudo é que justamente as classes mais baixas são as que mantém esse tipo de famosas no "topo", provavelmente porque não conhecem e jamais conhecerão nada de melhor.
Os anos vão se passar, e diferente de Elis Regina ou Machado de Assis, essas "bonecas infláveis" serão totalmente esquecidas. Porque diferente de ambos, elas são exatamente como as tais bonecas, sem nada dentro, puro vento. É só a forma do corpo e acabou. Cérebro, coração, cultura, esqueçam disso. Você pode ser 100% nesses três quesitos, mas sem ser "popozuda" você não vai parar na capa da Playboy e nem vai ouvir assobios ao passar por uma construção civil, e convenhamos, ainda bem que não. Você com certeza tem coisa muito melhor com que se preocupar e para fazer.
Talvez, haja algo de bom nessas mulheres, é claro. Todo mundo tem defeitos e qualidades.O problema é que academia, funk e falta de cultura geralmente não fazem ninguém crescer, tampouco ter uma vida plena. Uma Playboy que foi tão vendida que a pessoa chegou a posar de novo, não vai torná-la autoconfiante ou melhor do que sua vizinha que ouve Chico Buarque. Pelo contrário, sua vizinha vai ter conteúdo ( que é por tempo ilimitado) e ela, com o passar dos anos, vai ser nada, com todo o respeito, é claro. Sempre há tempo para aprender, mas não há o que fazer se a pessoa não quiser abrir sua mente e aprender que é a mente, e não corpo o que importa.
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